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    Cultura, EFOMM, Entrevistas » terça-feira, 5 de novembro de 2013 »
    Entrevista – CMG Conde

    ok       O Capitão-de-mar-e-guerra Conde ingressou no colégio naval aos 16 anos de idade, dando início a sua carreira militar de sucesso na Marinha do Brasil. Em seguida, entrou para a Escola Naval, curso de terceiro grau, onde optou pelo corpo da armada, especializando-se mais tarde em submarinista. Durante sua carreira, comandou navios de superfície e submarinos, onde passou a maior parte do tempo. Atuou na fiscalização e segurança de embarcações mercantes como capitão dos portos na maior Capitania brasileira, que engloba a Amazônia, Rondônia, Acre e Roraima.

        Atualmente, o Comandante Conde é mais uma das estrelas que compõem o corpo docente do nosso centro de Instrução, ministrando Arte Naval para os alunos do primeiro ano da EFOMM, pintura naval e marinharia para marinheiros. O Jornal Pelicano tem orgulho em trazer, em primeira mão, a entrevista feita com o CMG Conde.

    1- O que levou o senhor a ingressar na Marinha do Brasil?
    Eu comecei a estudar para entrar na Marinha do Brasil com 13 anos e desde criança sempre tive atração pelas coisas do mar. Com 10 anos de idade foi quando, pela primeira vez, eu pisei em um navio, na Praça Mauá. Era um navio de passageiro e fiquei maravilhado com a embarcação. Além do meu interesse pelos assuntos da área marítima, a profissão de oficial da Marinha Mercante é de grande importância e bastante respeitada, um dos motivos que me incentivou a ingressar para o Colégio Naval com 16 anos.

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    2- Quais foram os fatos mais marcantes ocorridos durante o seu período de formação acadêmica?
    A formação acadêmica é sempre um período de sacrifícios. Eu me recordo que o licenciamento na Escola Naval era ao meio dia e, frequentemente, eu ficava a bordo estudando para as provas, que eram sequenciais. Nós tínhamos também que praticar atividades físicas e atingir a nota mínima para aprovação, assim como na EFOMM. Embora seja um período em que sacrificamos algumas coisas, o futuro se encarrega de trazer as recompensas.

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    3-Qual o sentimento que resume os seus tempos de Colégio e Escola Naval?
    O sentimento é esperança. Você estuda e se sacrifica visando uma carreira respeitada e com a qual se identifica. Eu costumo dizer que a melhor profissão é aquela que você goste. Desde criança eu almejava trabalhar em navios ou nas coisas ligados ao mar.

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    4- Quais foram os principais desafios enfrentados ao longo de sua carreira?
    Eu sou do corpo da armada e tive que fazer uma especialidade que é submarinos. A seleção para o curso de submarino é mais difícil, pois tem psicotécnico e necessita a realização de mergulhos em câmaras fechadas. Mas acho que valeu a pena, pois tive uma vida bastante profícua a bordo de submarinos e terminei comandando um submarino que também foi um comando muito feliz. Fiz também atividade de mergulho, que é um curso especial, e fui encarregado de uma escola de mergulhadores durante muito tempo.

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    5- O senhor atualmente integra o corpo docente do CIAGA, ministrando aulas de Arte Naval. Como surgiu a ideia de lecionar esta disciplina?
    Eu estou ministrando aula no CIAGA há 14 anos. Eu havia ido para a reserva após 33 anos, embora o limite fosse 30 anos. No entanto, eu estava me sentindo muito ocioso e ficar parado não faz o meu estilo. Então, em uma solenidade marinha, eu encontrei com o comandante do CIAGA, que era submarinista e tinha sido colega meu na força dos submarinos. Conversando comigo, ele me convidou para lecionar a disciplina de Arte Naval já que o professor que ocupava a cadeira estava demissionário. Esta matéria deve ser dada por um oficial do corpo da Armada, como é meu caso, ou por um oficial de Marinha Mercante, de preferência um oficial de Náutica. Além desta disciplina, eu leciono também pintura naval e marinharia para marinheiros.

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    6- O Senhor teve alguma influência na escolha profissional do seu irmão, CMG (EN) Rodrigues?
    Eu consultei meu irmão antes de responder esta pergunta. Ele me disse que eu o inspirei por ser seu irmão mais velho. Em minha opinião, os mais velhos sempre devem dar bons exemplos aos mais novos, mas ele também falou que seguiu sua vocação. Ele optou pela engenharia naval, outra área muito importante.

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    7- Quais foram as principais mudanças na formação acadêmica de sua época em relação à atual?
    O ensino está muito mais avançado. Nós não tínhamos algumas matérias como, por exemplo, informática, nem simuladores como tem aqui no CIAGA. Eu acredito que o ensino está cada vez mais adiantado e acessível em relação ao passado.

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    8- Para o Senhor, qual a principal característica que um Oficial da Marinha Mercante deve possuir?
    Quando eu recebi esta pergunta, eu me propus a não responder como “qual a principal característica”, pois ficaria muito limitado. Eu considero importantes e essenciais três características: honestidade, competência e espírito de grupo.

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    Assista abaixo à mensagem final deixada pelo CMG Conde 

    COLABORAÇÃO: Al Igor

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