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    EFOMM, Rotina » sexta-feira, 18 de março de 2011 »
    Nossa Voga – Os feras no primeiro mês de aula

         Nesse primeiro mês de aula, os novos alunos da EFOMM puderam, enfim, conhecer melhor a Escola. Acostumados a noites mal dormidas e a rigorosas inspeções de apresentação pessoal, descobrimos que a voga em si não mudou muito. Pelo contrário, a cobrança só parece ter aumentado. Contudo, o que antes era exigido pelos outros, passou a ser, cada vez mais, exigido por nós mesmos. Cientes do dever, nos reeducamos – junto à boa orientação dos adaptadores, é claro – diariamente.  
        Mal amanhece e já se ouve o toque de alvorada na EFOMM. Um pouco tardio para a  maioria que, desde cedo, começou a se aprontar. Um apressa o outro para, ainda meio sonolentos, descermos todos para o tradicional reunir da manhã. Em formatura, a fome dilaceradora é amenizada pelas divertidas “saudações” que recebemos dos veteranos, enquanto esperamos o terceiro e o segundo ano se servirem. O café-da-manhã, assim como todo rancho da Escola, segue descontraído. Apesar do horário corrido para o início das aulas, alguns arranjam tempo para comer até quatro pães, a fruta de sobremesa e tomar três copos de leite – talento certamente adquirido na adaptação.
        Após algumas semanas desfrutando as instalações do bloco W, o primeiro ano teve que ser rearranjado em salas de aula nos blocos D e F. Logo, tivemos que lidar com alguns imprevistos: salas com aparelhos de ar condicionado poderosíssimos – ao ponto de alguns alunos reclamarem de risco de hipotermia – e verdadeiras saunas de aula. O que provocou rixas camaradas entre os alunos e obrigou algumas turmas a marchar com ventiladores à mão em direção às salas. Apesar de alguns problemas, o primeiro ano encarou tudo com muito bom-humor e compreensão.
        A respeito das matérias, os alunos encontraram empolgação em ver esboçada em cada aula de arquitetura naval e segurança a sua futura atuação profissional. Muitos fazem questionamentos e levantam debates feito experientes marinheiros. É o olhar agudo dos feras avistando, além do primeiro semestre, a promissora vida mercante!
        Com o devido merecimento, todo o estudo e esforço dos primeiranistas são recompensados quando, ao término do expediente, são liberados para participarem dos grêmios de sua preferência (conversação em inglês, religiosos, música) e, eventualmente, apreciar uma boa roda de pagode, podendo até mesmo tocar algum instrumento e soltar a voz. Logo, a Praça do Sufoco se torna palco e protagoniza momentos de pura descontração entre todo o Corpo de Alunos.
       E hoje, mesmo com apenas um mês de Marinha, já cultivamos a salutar imponência e humildade de carregarmos em cada ombro uma gaivota. Imponência e humildade – apesar de soar totalmente controverso – são sentimentos que conjugam certa coerência no coração do fera. Mesmo levando conosco apenas uma modesta gaivota, desfilamos pela escola como verdadeiros pilotos e maquinistas, comandantes e chefes de máquinas… Se perguntarem, não há segredo: nós sentimos isso!

    Comentários

    1. Joan disse:

      uhsuahsuahsuaaa!!!!
      Muito bom o artigo Taranto! Conseguiu definir TUDO o que passamos nesse 1º mês. Meus parabéns!

    2. daiane oliveira disse:

      muuuuuuuito bom.
      Perabens.

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