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    Mundo » segunda-feira, 1 de maio de 2006 »
    Tontura, Vertigem e Labirintite

    Este artigo pertence ao acervo do Projeto Memória

    Tontura é o termo que representa genericamente todas as manifestações de desequilíbrio. As tonturas estão entre os males mais freqüentes em todo o mundo e são de origem labiríntica em 85% dos casos. Mas raramente as tonturas podem ser de origem visual, neurológica ou psíquica.

    Vertigem é um tipo particular de tontura, caracterizando-se por uma sensação de rotação.

    Labirintite é uma enfermidade de rara ocorrência, caracterizada por uma infecção ou inflamação no labirinto. O termo é utilizado de forma equivocada para designar todas as doenças do labirinto.

    Existem dezenas de doenças e/ou distúrbios labirínticos e cada uma delas tem características próprias que exigem formas especiais de tratamento.

    A maioria das pessoas usa a palavra tontura para descrever a sua perturbação do equilíbrio corporal. Outras descrevem essa perturbação como atordoamento, sensação de “cabeça leve”, entontecimento, estonteamento, impressão de queda, instabilidade, sensação de flutuação, de estar caminhando em cima de um colchão, tonteira ou, ainda, zonzeira.

    A vertigem é o tipo mais freqüente de tontura. O paciente sente-se girando no meio ambiente ou sente o ambiente girando a sua volta.

    As crises mais fortes de tontura podem ser acompanhadas de náuseas, vômitos, suor, palidez e sensação de desmaio.

    Muitos pacientes com tontura também podem referir outros sintomas como ruídos no ouvido ou na cabeça (zumbido, zoada, tinido, tinitus), diminuição da audição, dificuldade para entender, desconforto a sons mais intensos, perda de memória, dificuldade de concentração, fadiga física e mental. Isso é devido às inter-relações entre o sistema do equilíbrio com a audição e outras funções do sistema nervoso central.

    As causas

    O desequilíbrio corporal pode ocorrer por apresentar alterações funcionais originadas nas diversas estruturas do sistema vestibular (vestibulopatias primárias) ou determinadas por problemas clínicos à distância em outros órgãos ou sistemas, que podem afetá-lo de diferentes maneiras (vestibulopatias secundárias).

    Numerosas são as causas de vestibulopatias primárias e secundárias: traumatismos de cabeça e pescoço, infecções, drogas ou medicamentos (álcool, nicotina, cafeína, maconha, anticoncepcionais, etc…), erros alimentares, tumores, envelhecimento, distúrbios vasculares, doenças metabólicas-endócrinas, anemia, problemas cervicais, doenças do sistema nervoso central, alergia, distúrbios psiquiátricos, entre outros.

    Vertigem e outras tonturas são sintomas que costumam ser sensíveis ao tratamento desde que haja coerência com o diagnóstico formulado. Em grande número de casos, com auxílio de exames laboratoriais e obtenção de imagens, conseguimos estabelecer a causa da doença e instituir o melhor dos tratamentos, ou seja, o tratamento etiológico (da causa).

    O tratamento atual das doenças ou distúrbios do equilíbrio consiste numa associação de providências que devem ser tomadas para se obter resultados mais satisfatórios. Essa múltipla abordagem de conduzir o tratamento consiste no seguinte: procurar eliminar ou atenuar a causa da tontura; utilizar criteriosamente os medicamentos antivertiginosos; personalizar os exercícios de reabilitação do equilíbrio; correção de erros alimentares que podem agravar a vertigem e sintomas associados; mudanças de hábitos ou vícios que possam ser fatores de risco, principalmente quanto ao uso de açúcares de absorção rápida, café, álcool e fumo e; cirurgia da vertigem que deve ser destinada a casos específicos (tumores, fracassos do tratamento clínico em certas doenças), em combinação, ou não, com as medidas que constituem a múltipla abordagem do tratamento conservador.

    por Alunas Michele França e Camila Viana

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